segunda-feira, 14 de junho de 2010

A Criança e o Futebol



Durante esta semana aprendi muito com meus alunos. Fiquei impressionada com a curiosidade deles em relação à copa do mundo e também com o interesse em aprender sobre os países participantes. Os meninos são mais empolgados com o futebol. Entendem de “quase tudo” o que se passa num jogo. Apesar de terem somente seis anos e também da já participam dos jogos como se fossem adultos. Na turma tem uma menina que demonstra muito interesse pelo futebol. Fala dos jogadores, do técnico e também da África do Sul. Nota-se que em casa ela convive com uma família apaixonada pelo futebol. Em ritmo de copa e de futebol eles quiseram jogar na Educação Física. Deixei, pois queria incentivá-los e também porque meu projeto era a Copa do Mundo. Nas brincadeiras com bolas sempre preferem o futebol, mas é preciso convencê-los da importância de outros exercícios também antes de jogarem futebol. ´
Pois se sabe que a criança precisa aprender e conviver com o esporte, vivenciar diferentes situações, construir idéias e valores, descobrir sentimentos e incorporar transformações sociais, afetivas, intelectuais e motoras essenciais para a formação do caráter do indivíduo e para o seu futuro esportivo.
"O futebol tem me ensinado muitas coisas boas, provavelmente as melhores que aprendi em toda a minha vida. Agora, tanto tempo depois, resolvi escrever um livro que contasse o que sei ensinar e aprender. As lições, eu as dei para milhares e milhares de jovens. As histórias, eu as vivi na rua, nos estádios e campos de várzea. Gostaria de contribuir para que o futebol faça tão bem para as outras pessoas como fez para mim. Esta é a razão deste livro." FREIRE, João Batista. Pedagogia do Futebol. 2. ed. Campinas: Autores Associados (Coleção educação física e esportes), 2003.
Freire busca nas ruas a inspiração para seu trabalho. E não está preocupado em formar craques ou campeões, embora não os exclua como resultado final. Apenas quer aprofundar o caráter lúdico do jogar bola, mostrando que aprender e sentir prazer não se opõem, ao contrário. E quer dar ao futebol todo o sentido social que dele se pode extrair, ensinando a perder e a ganhar, a lidar com a vitória e com a frustração, habilidades que, quando assimiladas, só fazem o homem serem mais feliz e ajustado.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Aula Passeio


Lendo uma reportagem da "Revista FACEVV | Vila Velha | Número 3 | Jul./Dez. 2009" encontrei uma resposta para para a minha grande realização desta semana ao levar meus alunos no Centro Ambiental. Esse trecho diz tudo: Freinet foi um dos estudiosos que abordou a relação das crianças com a natureza. Para ele, o que está do lado de fora da sala de aula gera muito mais encantamento nas crianças do que o que está dentro, pois, nas salas, as crianças não encontravam motivação, permaneciam sentadas. Freinet então teve a ideia de levar as crianças para a rua, fazendo surgir a “aula passeio”, onde as crianças andavam pelas vias estreitas da vila onde moravam, podendo, dessa forma, admirar o trabalho do marceneiro ou do ferreiro, perceber as mudanças que ocorriam no clima, na paisagem, conforme mudassem as estações
do ano. “A força da natureza sensibilizava cada uma das crianças de acordo com sua personalidade, sua percepção de mundo e sua curiosidade” . Chamada por ele de "AULA PASSEIO". Quando voltavam desses passeios, havia uma aula rica, todos queriam compartilhar o que viram, aprender e compreender o que observaram. Atualmente seria inviável praticar as aulas passeio da mesma forma que Freinet fez. Entretanto é possível organizar visitas aos Parques da cidade, tanto os Urbanos quanto os Naturais, às praias (nas cidades litorâneas), às reservas, enfim, aos locais onde a criança possa ter contato amplo e direto com a natureza.

Nosso projeto de aprendizagem foi além das expectativas, pois lá o biólogo falou sobre as dúvidas que eles ainda tinham em relação as plantas. Primeiramente explicou o mal que as pilhas, os remédios e o óleo de cozinha fazem para o meio ambiente. As crianças ficaram admiradas e participavam ativamente. Após levou-nos até as plantas e pacienciosamente mostrou uma a uma falando de suas características. Eles perguntavam bastante e também respondiam as perguntas do professor. Conheceram ainda o minhocário, tiveram contato direto com as tartarugas e também com as ovelhas. A tarde passou muito rápida e os alunos não cansaram queriam ficar mais tempo lá. Confesso que estou realizada com o projeto desenvolvido. Consegui atingir os objetivos mas principalmente porque fomos atrás das respostas para a nossa questão de investigação. Esta "Aula Passeio" com certeza eles não irão esquecer, pois além de sairem de dentro da escola, foram para a zona rural e tiveram oa oportunidade de conhecer e aprender coisas novas.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A alfabetização e a tecnologia


A revista do professor "Nova Escola" edição 187, de novembro de 2005 cita uma entrevista com Ana Teberosky Educadora Argentina e também uma das pesquisadoras mais respeitadas quando o tema é alfabetização. Ela diz: O micro permite aprendizados interessantes. No teclado, por exemplo, estão todas as letras e símbolos que a língua oferece. Quando se ensina letra por letra, a criança acha que o alfabeto é infinito, porque aprende uma de cada vez. Com o teclado, ela tem noção de que as letras são poucas e finitas. Nas teclas elas são maiúsculas e, no monitor, minúsculas, o que obriga a realização de uma correspondência. Lendo essas palavras, percebo o quanto é verdadeiro, pois meus alunos do primeiro ano em frente ao computador ficam trocando as letras do minúsculo para o maiúsculo quando os levo para digitar palavrinhas mais conhecidas deles e também seus nomes e de sua família.
Na sala, coloquei três teclados e eles brincam como se estivessem realmente digitando. Estão na fase do faz-de-conta e até navegam na internet.


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Projeto de Aprendizagem



Durante o estágio estou desenvolvendo com meus alunos um PA sobre as plantas. Questão que eles quiseram aprender mais. É muito gratificante trabalhar com os pequenos. Por serem de primeira série é necessário que sejam direcionadas algumas falas. Eles começam a participar, um puxa o outro. É claro que não é fácil, mas também não é impossível. Na ida ao laboratório todos ficam entusiasmados. Primeiramente pesquisamos sobre as nossas dúvidas e quando sobra um tempinho aproveitam para jogar um pouco. Assim, nossa questão de investigação vai sendo descoberta através da da curiosidade dos alunos. Esta proposta pedagógica para o uso dos recursos on-line em sala de aula é baseado no conceito de aprender a aprender e não o de ensinar. Segundo MAGDALENA E COSTA (2003, P. 16-17), o objetivo é de construir e não o de instruir.
E o professor passa a ser:
*orientador, desafiador;
*aprendiz;
*pesquisador;
*inovador;
*autônomo

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Nós e o PEAD

Analisando a nossa trajetória no PEAD onde aconteceram muitas aprendizagens, e a mesmo tempo a cada semana que passa novos desafios surgem e vivemos numa constante mudança. Durante esta semana eu a colega Rozane estávamos conversando sobre isso. Somos muito parceiras desde o início e dividimos nossas experiências e angústias. É uma corrida contra o tempo.
No início do curso sofremos muito até conseguir dominar o básico na tecnologia. Aos poucos começamos a nos virar praticamente sozinhas e já não necessitávamos mais pedir tanta ajuda aos tutores que pacienciosos e incansáveis não mediam esforços para tirar nossas dúvidas. Estávamos ansiosas esperando pelo estágio, o qual estamos desenvolvendo com muita dedicação e responsabilidade. E para nossa surpresa recebemos um comunicado que não poderíamos fazer em nossas próprias turmas. Isso afetou-nos muito, pois desde o início do curso fomos informadas que poderíamos fazer normalmente em nossa turma. Temos ainda a colega Ivone na mesma situação. Na semana passada os professores que tem 40horas no Estado foram liberados. A minha situação então ficou resolvida, mas e das minhas colegas? Continuo angustiada me solidarizando com elas. Já entramos para há sexta semana e ainda não ficou resolvido.
Esperamos que seja resolvido logo e que esse estágio tenha validade. Nossa mantenedora afirma que é a lei não permite. Responsáveis e dedicadas como somos com o nosso trabalho proporcionando uma educação de qualidade para nossos alunos não conseguimos entender porque tanta burocracia. O que nos conforta é saber que adquirimos muitos conhecimentos e isso ninguém vai nos tirar. A prova está no dia-a-dia na sala de aula quando estamos diante dos nossos alunos aplicando na prática o que a teoria nos ensinou.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Desafios



Para iniciar o Projeto de Aprendizagem voltei a ler os textos que tivemos no Seminário Integrador VII, e quando li o texto: Aprendizes do futuro: as inovações começaram de Léa Cruz Fagundes esse trecho chamou-me atenção:
"É necessário treinar o aluno para usar o computador antes de desenvolver um projeto? Dentro de uma concepção construtivista, a apropriação tecnológica é também um processo de construção de conhecimento". A partir daí fiquei mais segura em relação ao computador, pois eu estava tendo muito trabalho com eles na informática e pensava como vou seguir em frente se não tenho ninguém para ajudar e a maioria das crianças nunca tinham tido contato com a máquina. Estou tendo que ensinar como usar o mouse. Com as mãos tão pequenas eles ainda não conseguem usar somente um dedo para clicar e consequentemente saem a todo momento da página. Aos poucos vou ensinando-os. Temos o mesmo disponível uma vez por semana. Sinto-me realizada em poder participar dessa aprendizagem junto com eles. A partir do momento que passarem por essa etapa novos desdafios virão e aos poucos vamos construindo nosso PA.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Estágio Semana III - Tecnologias

Semana muito proveitosa. Dar continuidade aos contos de fadas trouxe alegria, curiosidade, perguntas e mais participação do grupo. Nota-se um maior entrosamento quanto se trabalha com a participação de todos.

Trabalhamos bastante. Mas o melhor mesmo foi inaugurar a sala de informática. Ainda não está funcionando muito bem, mas foi uma uma experiência muito boa. Primeiramente liguei todos. Alguns não funcionaram. Então pedi para sentarem em duplas. Meu objetivo era que escrevessem no editor de texto o seu nome e percebessem a separação das palavras ao escrever frases. . Após terem explorado o teclado, coloquei num jogo. Quando vi tinha um aluno que já estava escutando com os fones, pois estava acostumado em casa. Saiu na frente explorando os demais jogos. Aos poucos vou me familiarizando com os computadores. Preciso descobrir mais coisas para poder usar com segurança. Confesso que fiquei muito feliz e orgulhosa de poder ver a minha turminha no laboratório. Tomei a iniciativa de usar mesmo não estando acostumada com o programa Linux para as escolas. É um pouco diferente do Windows, mas sei que vou aprender a manusear. Sem praticar é impossível.