segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Vida Adulta segundo Erikson
A teoria do desenvolvimento psicossocial de Erikson prevê que o crescimento psicológico ocorre através de estágios e fases, não ocorre ao acaso e depende da interação da pessoa com o meio que a rodeia. Cada estágio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma situação positiva e uma situação negativa. As duas situações são necessárias mas é essencial que se sobreponha a positiva. A forma como cada crise é ultrapassada ao longo de todos os estágios irá influenciar a capacidade para se resolverem conflitos inerentes à vida.
que este é um momento de novos relacionamentos interpessoais importantes.
FASES QUE ESTAMOS ESTUDANDO
O quinto estágio – identidade/confusão de identidade – marca o período da adolescência. É neste estágio que se adquire uma identidade psicossocial: o adolescente precisa de entender o seu papel no mundo e tem consciência da sua singularidade. Há uma recapitulação e redefinição dos elementos de identidade já adquiridos – esta é a chamada crise da adolescência. Fatores que contribuem para a confusão da identidade são: perda de laços familiares e falta de apoio no crescimento; expectativas parentais e sociais divergentes do grupo de pares; dificuldades em lidar com a mudança; falta de laços sociais exteriores à família (que permitem o reconhecimento de outras perspectivas) e o insucesso no processo de separação emocional entre a criança e as figuras de ligação.
Segundo Erikson, o adolescente que adquire a sua identidade é aquele que se torna fiel a uma coerente interação com a sociedade, a uma ideologia ou profissão, que é também uma tarefa deste estágio. A fidelidade permite ao indivíduo a devoção a uma causa – compromisso com certos valores. Também permite confiar em si próprio e nas outras pessoas, como tal, a interação social é fundamental
O sexto estágio – intimidade/isolamento – ocorre entre os vinte e os 30 anos, aproximadamente. A tarefa essencial deste estágio é o estabelecimento de relações íntimas do jovem adulto com outras pessoas. A situação negativa é o isolamento, pela parte dos que não conseguem estabelecer compromissos nem troca de afetos com intimidade.
O sétimo estágio – generatividade/estagnação – é caracterizado pela necessidade em orientar a geração seguinte, em investir na sociedade em que se está inserido. É uma fase de afirmação pessoal no mundo do trabalho e da família. A siituação negativa leva o indivíduo à estagnação nos compromissos sociais, à falta de relações exteriores, à centralização em si próprio.
Por fim, o oitavo estágio – integridade/desespero – ocorre a partir dos sessenta anos e é favorável uma integração e compreensão do passado vivido. Quando se renega a vida, se sente fracassado pela falta de poderes físicos, sociais e cognitivos, este estágio é mal ultrapassado.
Marcadores:
fases do desenvolvimento...,
Psicologia da vida adulta
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Organização e Gestão da Educação
Aprendizagem referente aos conceitos estruturantes.
A leitura do artigo de Vera Maria Vidal Peroni acerca das políticas públicas e gestão da educação em tempos de redefinição do papel do Estado me fizeram refletir e também entender que:
No Brasil, fomos acostumados a pensar de que o Estado é o culpado por qualquer crise que apresente, seja social, econômica, etc.
Isto porque supostamente por haver investido demais em políticas sociais e tomado para si o papel de atender as urgências.
O que vemos é um Estado falho para políticas públicas e um Estado extremamente comprometido com as políticas de mercado.
Ao falarmos na Política educacional e na luta por uma “educação para todos”, o Estado passa de executor a apenas o avaliador e indutor da qualidade através da avaliação.
Mas como fica a Escola perante a tudo isso? Já sabemos que desde que a escola é escola ela foi projetada para aqueles que têm estabilidade social e econômica. O que precisamos é construir uma escola que receba qualquer indivíduo sem discriminação e com qualidade para todos.
É por isso que devemos repensar a nossa participação efetiva, fiscalizando, controlando e avaliando ações que sejam do interesse público, como verdadeiros cidadãos na luta por uma sociedade mais justa e igualitária e por direitos sociais.
Marcadores:
Conceitos Estruturantes,
Estado...,
Pólíticas Públicas
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Psicologia da vida Adulta
O que é ser adulto?
Esta é uma fase muito difícil, pois estão deixando de levar a vida como se fosse uma "brincadeira". Agora tudo é sério, precisam se responsabilizar por seus atos.
Adulto pra mim é uma pessoa que tem opinião, responsabilidade, personalidade.
Pessoas que sabem o que querem, que pensam antes de agir. Que respeitam as pessoas.
A pessoa não se torna adulto pela idade que tem, mais sim pelas atitudes que toma!
É uma pessoa que já tem um 'plano' formado de sua vida, pois possui um emprego, se sustenta e principalmente é independente.
É a situação posta pela vida, é a experiência que está sendo vivida, é o modo de conceber a realidade que definirão o modo de ser e fazer de um sujeito, se agirá como adulto ou de maneira infantil. O homem é pré-maturo e vive em contínuo estado de aprendizagem, de amadurecimento independentemente do tempo cronológico que não pára.
sábado, 16 de agosto de 2008
Organização e Gestão da Educação
Educação para TODOS
Quando debatemos a qualidade da educação, a principal questão é pensar em uma educação de qualidade para todos, o que é muito diferente de pensar em educação de qualidade para alguns. A escola historicamente não atendeu a todos, o direito à educação requer que pensemos uma escola para os que historicamente estiveram fora.
Neste sentido, pensar a escola como no passado, quando não era para todos, pouco ou nada resolve, já que a grande questão atual é como incorporar os que estiveram fora e como a escola vai ser de qualidade para todos, já que ela foi pensada para aqueles que tiveram estabilidade social, econômica e possibilidades culturais. A escola para os sujeitos em vulnerabilidade social, com todos os seus problemas, passa a ser o grande desafio. Expulsar o aluno da escola é o que historicamente foi feito; assim, a questão é como não apenas ter acesso, mas permanecer e ter acesso ao conhecimento a que tem direito. Várias experiências no Brasil e no mundo têm trazido avanços nesta perspectiva, mas, na maioria dos casos, a educação de qualidade para TODOS ainda está muito distante.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Refletindo sobre o Planejamento do Tempo
Não foi difícil preencher a tabela sobre o planejamento do tempo, pois já estou organizada para as atividades do dia-a-dia. Vivemos numa constante corrida. São tantos afazeres, responsabilidades e atividades diárias que custamos para dar conta. Por este motivo planejar nosso tempo torna-se necessário na medida que acumulamos tantas coisas para fazer.
As vezes não conseguimos realizar tudo dentro do prazo que gostaríamos, não por falte de vontade, mas podem surgir imprevistos e temos que estar cientes disso.
Quando me proponho a fazer alguma coisa me dedico integralmente. Não gosto de deixar nada para fazer depois e acho que é por isso que sempre estou em dia com as atividades propostas.
As vezes não conseguimos realizar tudo dentro do prazo que gostaríamos, não por falte de vontade, mas podem surgir imprevistos e temos que estar cientes disso.
Quando me proponho a fazer alguma coisa me dedico integralmente. Não gosto de deixar nada para fazer depois e acho que é por isso que sempre estou em dia com as atividades propostas.
Marcadores:
Planejamento,
reflexão...,
tabela,
Tempo
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Reflexão - Semestre 2008/1
Aprendizagens ao preparar a síntese-reflexão
Ao elaborar o documento síntese, cheguei a conclusão sobre a importância do portfólio, pois as postagens aqui realizadas são reflexões feitas a partir das aprendizagens. Fica fácil e prático elaborar a síntese quando já temos tudo organizado. Ao revisar e ler o que escrevi percebi quantas coisas novas e importantes aprendi no semestre, podendo citar o tempo e o espaço como foco principal entre as interdisciplinas.
Aprendizagens no preparo e reflexão do workshop
Ao preparar a apresentação do documento síntese pude aplicar alguns efeitos diferentes nos slides, os quais aprendi em um curso que fiz no CEPIC em maio. Entendi como é importante participar de oificinas que venham enriquecer o nosso trabalho.
Quando cheguei para apresentar o meu trabalho, estava muito ansiosa, embora já estivesse familiarizada com o mesmo. Conhecia as demais colegas, tutora e professora. Quando chegou aminha vez o computador que já não estava muito bom, não funcionou mais. Cada vez que eu queria trocar o slide ele trancava. Foi então que resolvi pegar a cópia que eu havia feito do documento e falar assim mesmo. Foi então que analisando e avaliando o trabalho apresentado por mim mesmo sem os slides havia ficado bom e que o importante é falar das aprendizagens mais significativas, pois temos somente dez minutos e este tempo deve ser bem aproveitado e respeitado.
Ao elaborar o documento síntese, cheguei a conclusão sobre a importância do portfólio, pois as postagens aqui realizadas são reflexões feitas a partir das aprendizagens. Fica fácil e prático elaborar a síntese quando já temos tudo organizado. Ao revisar e ler o que escrevi percebi quantas coisas novas e importantes aprendi no semestre, podendo citar o tempo e o espaço como foco principal entre as interdisciplinas.
Aprendizagens no preparo e reflexão do workshop
Ao preparar a apresentação do documento síntese pude aplicar alguns efeitos diferentes nos slides, os quais aprendi em um curso que fiz no CEPIC em maio. Entendi como é importante participar de oificinas que venham enriquecer o nosso trabalho.
Quando cheguei para apresentar o meu trabalho, estava muito ansiosa, embora já estivesse familiarizada com o mesmo. Conhecia as demais colegas, tutora e professora. Quando chegou aminha vez o computador que já não estava muito bom, não funcionou mais. Cada vez que eu queria trocar o slide ele trancava. Foi então que resolvi pegar a cópia que eu havia feito do documento e falar assim mesmo. Foi então que analisando e avaliando o trabalho apresentado por mim mesmo sem os slides havia ficado bom e que o importante é falar das aprendizagens mais significativas, pois temos somente dez minutos e este tempo deve ser bem aproveitado e respeitado.
Marcadores:
aprendizagens,
Síntese,
workshop
segunda-feira, 9 de junho de 2008
A Matemática da vida
(Texto de Pedro Demo)
É recomendável dar ênfase à matemática, por várias razões. A primeira é que geralmente se deixa na penumbra quando se discute alfabetização/alfabetismo. "Contar" faz parte do rosário inicial (ler, escrever e contar), mas parece secundário, tanto assim que as alfabetizadoras reservam para a matemática espaço sempre menor, quando não expressam desgosto. A segunda razão refere-se à sua importância desde sempre para a constituição de habilidades de leitura do mundo, tornada cada vez mais intensa no decorrer dos tempos, com destaque para a linguagem científica e tecnológica (tecnociência) e para a informática. Assim, seja qual for o sentido atribuído à noção de "ler a realidade", a matemática é referência crucial. A terceira razão está no fato de que a aprendizagem da matemática tende a ser a mais problemática na escola, pelo menos nas séries mais avançadas. A quarta razão pode ser vista no fato de que, sendo o terror dos alunos, pode virar fator de exclusão social (Alves, 2002), à medida que não só empurra muitos alunos para áreas de estudo onde a matemática não seria relevante, selecionando-os negativamente, ou constitui-se barreira de contenção para a progressão escolar, como, sobretudo, atrapalha, veda, o acesso a linguagens centrais do mundo atual cada vez mais matematizado. Tomo a matemática como referência crucial do processo de alfabetização/alfabetismo, sendo sua importância nem maior, nem menor que a questão da leitura e escrita.
A aprendizagem da matemática precisa adequar-se aos reclamos substanciais da dinâmica da aprendizagem, implicando pesquisa e elaboração própria, feitura de textos e principalmente habilidade de interpretação autônoma. Esta posição afasta-se drasticamente da matemática dos macetes e dos vestibulares, valorizando a matemática como expressão fundamental do saber pensar (Demo, 1995a)20.
É recomendável dar ênfase à matemática, por várias razões. A primeira é que geralmente se deixa na penumbra quando se discute alfabetização/alfabetismo. "Contar" faz parte do rosário inicial (ler, escrever e contar), mas parece secundário, tanto assim que as alfabetizadoras reservam para a matemática espaço sempre menor, quando não expressam desgosto. A segunda razão refere-se à sua importância desde sempre para a constituição de habilidades de leitura do mundo, tornada cada vez mais intensa no decorrer dos tempos, com destaque para a linguagem científica e tecnológica (tecnociência) e para a informática. Assim, seja qual for o sentido atribuído à noção de "ler a realidade", a matemática é referência crucial. A terceira razão está no fato de que a aprendizagem da matemática tende a ser a mais problemática na escola, pelo menos nas séries mais avançadas. A quarta razão pode ser vista no fato de que, sendo o terror dos alunos, pode virar fator de exclusão social (Alves, 2002), à medida que não só empurra muitos alunos para áreas de estudo onde a matemática não seria relevante, selecionando-os negativamente, ou constitui-se barreira de contenção para a progressão escolar, como, sobretudo, atrapalha, veda, o acesso a linguagens centrais do mundo atual cada vez mais matematizado. Tomo a matemática como referência crucial do processo de alfabetização/alfabetismo, sendo sua importância nem maior, nem menor que a questão da leitura e escrita.
A aprendizagem da matemática precisa adequar-se aos reclamos substanciais da dinâmica da aprendizagem, implicando pesquisa e elaboração própria, feitura de textos e principalmente habilidade de interpretação autônoma. Esta posição afasta-se drasticamente da matemática dos macetes e dos vestibulares, valorizando a matemática como expressão fundamental do saber pensar (Demo, 1995a)20.
Marcadores:
aprendizagem...,
contar,
Matemática
Assinar:
Postagens (Atom)