segunda-feira, 9 de junho de 2008
A Matemática da vida
É recomendável dar ênfase à matemática, por várias razões. A primeira é que geralmente se deixa na penumbra quando se discute alfabetização/alfabetismo. "Contar" faz parte do rosário inicial (ler, escrever e contar), mas parece secundário, tanto assim que as alfabetizadoras reservam para a matemática espaço sempre menor, quando não expressam desgosto. A segunda razão refere-se à sua importância desde sempre para a constituição de habilidades de leitura do mundo, tornada cada vez mais intensa no decorrer dos tempos, com destaque para a linguagem científica e tecnológica (tecnociência) e para a informática. Assim, seja qual for o sentido atribuído à noção de "ler a realidade", a matemática é referência crucial. A terceira razão está no fato de que a aprendizagem da matemática tende a ser a mais problemática na escola, pelo menos nas séries mais avançadas. A quarta razão pode ser vista no fato de que, sendo o terror dos alunos, pode virar fator de exclusão social (Alves, 2002), à medida que não só empurra muitos alunos para áreas de estudo onde a matemática não seria relevante, selecionando-os negativamente, ou constitui-se barreira de contenção para a progressão escolar, como, sobretudo, atrapalha, veda, o acesso a linguagens centrais do mundo atual cada vez mais matematizado. Tomo a matemática como referência crucial do processo de alfabetização/alfabetismo, sendo sua importância nem maior, nem menor que a questão da leitura e escrita.
A aprendizagem da matemática precisa adequar-se aos reclamos substanciais da dinâmica da aprendizagem, implicando pesquisa e elaboração própria, feitura de textos e principalmente habilidade de interpretação autônoma. Esta posição afasta-se drasticamente da matemática dos macetes e dos vestibulares, valorizando a matemática como expressão fundamental do saber pensar (Demo, 1995a)20.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
O que é o Ciclo da Natureza?
É a forma em que os eventos naturais se processam para formar um meio ambiente auto-sustentável. Quando nós, humanos, interferimos em um ou mais elos dessa corrente, provocamos desequilíbrios que podem ser catastróficos.
É o caminho que a natureza faz, sempre e sempre, dia a dia, ano a ano. As estações do ano, o movimento das águas, os ventos, os movimentos da terra. Exemplo: À noite depois do dia; a primavera e o verão; maré alta, maré baixa; vento sul, vento norte; rio que corre para o mar; água que evapora e volta para o rio; O que seria de nós se só houvesse dia e a noite não viesse para nos refrescar? Se não caíssem as folhas das árvores para adubar e proteger o chão do inverno que se aproxima Se a água não sofresse evaporação para voltar bem limpinha para nós? Acredite, a natureza é sábia. E como tudo no universo tem um ciclo, um ritmo, para que não se canse.
O Ciclo da Água na Natureza
Essa água, que se encontra principalmente nos oceanos, permanece em constante movimentação. A água líquida da superfície evapora e se mistura ao ar na forma de vapor d'água. Parte do vapor de água presente no ar atmosférico se condensa, formando nuvens cujas gotas, terminam por se precipitar na superfície terrestre, fechando o ciclo da água.
A água potável, necessária à sobrevivência de cada ser humano, encontra-se disponível na natureza graças ao ciclo da água. Conhecer o ciclo da água e compreender sua importância para a manutenção da vida no planeta, são conhecimentos que permitem ao cidadão refletir sobre a importância da conservação dos recursos hídricos do ambiente e de sua utilização racional. Se a água dos oceanos não evaporasse para se condensar na atmosfera e se transformar chuva que torna os campos férteis, a vida não poderia se desenvolver fora da água, ou muito próximo dos lagos e oceanos. Não haveria rios, e as montanhas e planaltos não poderiam abrigar seres vivos que dependem da água para sobreviver.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Pedagogia da Autonomia
Paulo Freire afirma que ensinar é criar possibilidades para a construção do conhecimento. Sob a ótica de Freire, o professor é mediador, não aquele que transmite o que conhece aos seus alunos.
Imprescindível crer que somos eternamente seres em processo de acabamento, pois em lugar de nos entristecer, essa impossibilidade de se chegar a um ponto final de nossa construção do conhecimento arremessa-nos sempre para frente, de forma que reflitamos sobre antigas certezas, as quais percebemos serem frágeis à medida que nos aprofundamos em pesquisa e experimentação. Partimos do que nos é familiar rumo ao novo e que desperta nossa sede de conhecer.
Aquele que almeja tornar-se sujeito da História não pode prescindir do desejo do saber. Desejar o saber e criar situações de aprendizagem é responsabilidade tanto do indivíduo quanto da coletividade. Contudo, é improvável a elaboração de novas sinapses do conhecimento sem que o indivíduo para tal se motive.
Acredito que ao professor caiba o cultivo da curiosidade natural dos seres humanos, incluindo aqui diretamente seus alunos em minha reflexão. É a partir da curiosidade destes que o educador pode transformá-la em motivação para o aprendizado. Freire afirma que quem castra a curiosidade do educando não forma, mas domestica.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Esapço e Forma - Matemática
Como meus alunos vêem o mundo? e como o representam?
O ambiente da escola e da sala de aula deve ser organizado para chamar a atenção do aluno. Eles vêem o mundo através da convivência entre si e trocas de experiências. (conversas).
Exploram o ambiente que os rodeia, conhecem o espaço e as formas neles presentes. Isto através da visão, da audição e do tato e também de seus movimentos.
A representação se dá através de: - desenhos, figuras, imagens (a partir dos mesmos constróem novas idéias e conceitos).
- jogos (o espaço onde os mesmos ocorrem).
- gráficos, tabelas, construções de textos, entre outros.
A matemática caracteriza-se como uma forma de compreender e atuar no mundo. Cada vez mais nos conscientizamos de que a matemática não pode mais ser ensinada como uma disciplina desvinculada de outras áreas do conhecimento. O conteúdo visto e estudado em sala de aula é o resultado de observações feitas no transcorrer do dia a dia, as observações essas surgidas a partir de necessidades sentidas mediante situações-problema é que implicam na construção de estratégias e procedimentos, mobilizando assim a autonomia na busca do conhecimento lógico matemático. Resolver essas situações é relacionar uma série de competências e habilidades matemáticas que serão desenvolvidas não antes, mas durante todo o processo.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
TEMPO E ESPAÇO
A Construção da noção de Espaço pela criança requer uma longa preparação. Faz-se por etapas, mas sempre associada à descentração e apoiada na coordenação de ações. Ela adquire suas primeiras noções de espaço: próximo, dentro, fora, em cima, embaixo através dos sentidos e de seu próprio deslocamento.
Etapas da construção do espaço apresentadas inicialmente através do desenho:
1)Espaço perceptivo ou espaço da ação;
2)Espaço representativo - a) Espaço Intuitivo b) Espaço Operatório
A Escola e nós professores precisamos oferecer às crianças oportunidades para que elas possam operar com as relações espaciais. Sabendo localizar-se e compreendendo estes espaços gradativamente.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
A Ludicidade no Trabalho com a Matemática
O jogo tem vários objetivos dentre eles por desenvolver habilidades sensório-motor e a assimilação do conteúdo em sala de aula, o professor deve, inclusive aproveitar a realidade que cerca o educando para facilitar sua aprendizagem no dia a dia.
O jogo tem vários objetivos dentre eles por desenvolver habilidades sensório-motor e a assimilação do conteúdo em sala de aula, o professor deve, inclusive aproveitar a realidade que cerca o educando para facilitar sua aprendizagem no dia a dia.
Percebe-se que os jogos matemáticos são essenciais para o processo de ensino e aprendizagem. É fundamental trabalhar a ludicidade com os educandos, aprendem de uma forma gostosa e prazerosa, resolvendo as situações-problema com mais facilidade. O jogo apresenta vários desafios através das atividades práticas para que os mesmos assimilem com maior facilidade estimulando-os a sua atenção e concentração.