quarta-feira, 14 de abril de 2010

Uso do tempo



Parando para refletir, percebi que não estava usando bem o meu tempo. Neste início de estágio estou um pouco atrapalhada. Não com o meu trabalho em sala de aula, pois afinal só estou continuando o que já vinha fazendo, mas com tantas informações passadas na aula presencial parece que não darei conta.
Um trabalho feito durante o curso no Seminário Integrador sobre como administrar o uso do tempo me fez voltar ao “tempo” e fazer novamente uma planilha. Na época eu achei que não era necessário, mas percebi o valor da mesma. Consegui dar conta de tudo o que planejei para o dia-a-dia. Preciso me organizar. Estamos quase na reta final e o tempo é curto.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Leitura Deleite


Leitura Deleite é aleitura que fazemos diariamente com o intuito de proporcionarmos momentos de descontração, alegria, motivação e rotina de leitura.

A inserção do momento da Leitura Deleite na sala de aula permite ao aluno entender que em nossa vida lemos com várias finalidades (seguir instruções, obter uma informação precisa, revisar escrito próprio, aprender, etc.) e uma delas é a leitura só por prazer, para nos divertimos e distrairmos.

A Leitura deleite é importante pois…

Contribui para a formação de leitores, pois desperta o gosto pela leitura;

A leitura deleite pode se tornar um entretenimento saudável que ensina, informa e forma crianças e jovens, de uma forma motivante e alegre.

Estimula a imaginação e a curiosidade;

Faz as crianças terem acesso a vários textos (e vários gêneros), conhecerem vários autores e estilos de escrita.

Tive a oportunidade de de ouvir várias Leituras Deleite durante o curso de pro-letramento que participei e coloquei em prática em minha sala de aula e eles adoram. Objetivando despertar a leitura como um prazer, realizo sempre no início da aula. Procuro levar histórias a partir do interesse deles. Quando chego já perguntam o que eu vou ler. Peço também que tragam de casa alguma leitura para que eu possa ler para eles e isso faz com que se sintam valorizados e aumenta o interesse deles pela leitura.



sexta-feira, 2 de abril de 2010

Rumo a uma arquitetura pedagógica








Com o Projeto Páscoa, tivemos oportunidade de aprender mais. Com a pergunta "Onde o coelho vive e o que ele come?" Percebi que vários alunos ficaram interessados na resposta. . Então pedi para que pesquisassem em casa. A maioria veio com uma resposta. Um deles veio com a pesquisa da internet. Outro tem um coelho e já sabia o que ele comia. Fiquei surpresa com o interesse de alguns e pensei: isso já é uma arquitetura pedagógica, pois mesmo pequenos posso adaptar de acordo com o interesse deles. Sei que não posso fazer projetos longos, pois no dia-a-dia trabalho com várias atividades, as quais devem ser curtas e bem variadas. Porém com a experiência que tenho e conforme "Piaget":
As crianças constroem o conhecimento a partir de suas ações exploratórias sobre o meio ambiente. Então é preciso trabalhar muito com o concreto e com o contato visual. Para isso vou começar a usar a tecnologia disponível na escola que são 17 computadores que foram instalados recentemente. O laboratório é bem equipado e cabe a mim explorar e me interar para ver o que posso utilizar com eles. Ao longo do PEAD foram experiências que adquiri para poder mudar a minha prática pedagógica. Dar a resposta sempre pronta é um vício que adquirimos, mas que aos poucos podemos mudar e vejo que há bastante interesse por parte dos alunos em poder pesquisar e procurar e com isso vão adquirindo autonomia.



quarta-feira, 24 de março de 2010

Reflexão sobre as Aprendizagens


Refletindo sobre as aprendizagens durante o curso percebo que chegou a hora de colocar em prática todo essa bagagem construída ao longo do mesmo. Embora já tivesse mudado a minha prática pedagógica sei que enfrentarei um novo desafio.
Estou adptando uma estrutura pedagógica fazendo com que o aluno vá em busca do quer saber. Enfrentarei dificuldades, pois são de primeira série.


Voltando ao texto sobre Revisando os Projetos de Aprendizagem em Tempos de Web 2.0 de Iris Tempel e Beatriz Madalena encontrei :

É preciso salientar que os alunos, em especial os menores, têm inquietações que não vem facilmente à tona. Assim, é necessário sentar com eles com muita calma e procurar escutá-los, sem induzir e direcionar. É necessário solicitar que falem sobre aspectos que, para nós, podem parecer bastante óbvios. Quando agimos assim, muitas vezes, eles nos surpreendem com uma questão que, na verdade, encobre outra(s). Fazer florescer e tornar mais preciso o que eles sabem e buscam é um passo fundamental no processo de construção cognitiva.

Partindo daí vou adptando conforme os interesses da minha turma.


sábado, 20 de março de 2010

Estágio - Eixo VIII


Iniciei as atividades com os meus alunos em primeiro de março. Estou trabalhando com uma primeira série. São 17 alunos. Somente dois com seis anos. São bastante imaturos muito dependentes. No início trabalhei mais o lúdico. Jogos e brincadeiras. Temos um conteúdo a seguir, porém tenho que acompanhar o ritmo dos mesmos. Confesso que não sou a favor da alfabetização aos seis anos. Alguns até se alfabetizam, mas aquela fase do "aprender brincando" faz falta para o aluno. Mesmo sendo criativa e brincando nas atividades há por trás a obrigatoriedade da alfabetização. Tudo é novidade para eles, mas aos poucos vão se familiarizando com os colegas, professora e a escola. Posso dizer que ainda estão na fase de adaptação, pois alguns vieram de casa e não frequentaram a educação infantil. Entrei com o projeto "Páscoa" que para eles significa só chocolate. Dividi o quadro ao meio e perguntei o que sabiam sobre a Páscoa e do outro lado o que queriam saber mais sobre a Páscoa. Coelhinho todos conhecem. Somente um falou sobre Jesus, já fiquei mais feliz. Então um disse eu gostaria de saber se Jesus ainda vive. Eu disse: amanhã conversaremos mais sobre isso, mas pergunte em casa e traga esta resposta para os teus colegas.

No outro dia ele trouxe a resposta: Meu pai disse que ele morreu e viveu de novo, que cuida da gente e fica dentro do nosso coração. Agora vou seguir meu projeto tentando atingir meus objetivos e propondo novos desafios.
Estou adaptando minhas aulas de acordo com o que estou aprendendo no decorrer deste curso. Mesmo estando um pouco apreensiva com o estágio, sei que vou vencer, pois posso contar com a ajuda de colegas, professores e tutores.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Portfólio


O portfólio é uma ferramenta pedagógica muito importante que permite ao aluno refletir suas aprendizagens. E auxilia na construção do conhecimento. Ele dá suporte para a avaliação feita pelo professor, que, desta forma, pode acompanhar a evolução do aluno, propiciando a este adquirir novas responsabilidades, capacidade de autocrítica e auto-avaliação. Permite ainda que o aluno perceba sua trajetória crescimento e desenvolvimento.

Sendo assim ao longo do curso, fiz várias postagens importantes onde procurei relacionar a teoria com a prática. Observando percebe-se claramente que houve um crescimento na qualidade das mesmas. Os comentários das tutoras e/ou professoras serviram para que eu pudesse refletir, me auto-avaliar e melhorar ainda mais.

.Os textos lidos e os trabalhos realizados facilitaram uma relação entre a teoria e a prática. As evidências e argumentos mostrados em ambas são reflexos das minhas aprendizagens.

Para o estágio que iniciaremos em março de 2010, espero poder postar aqui minhas conquistas e objetivos alcançados com o desenvolvimento do Projeto de Aprendizagem que vou desenvolver ao longo do mesmo.


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domingo, 13 de dezembro de 2009

Confecção do Poster - EJA - Análise



A realidade da educação de jovens e adultos no sistema educacional brasileiro ainda é um grande desafio, pois o adulto geralmente volta aos estudos pela necessidade de maior esclarecimento, por dificuldades profissionais, por não ter uma promoção por falta de estudo, porque não consegue ler o itinerário do ônibus, por não conseguir ajudar seu filho nos deveres de casa. Já o jovem que vai para a EJA é normalmente o que fora excluído da escola ou que se excluiu, por ter problemas de comportamento, dificuldades de aprendizagem, repetências consecutivas, desinteressado,..., aí vemos inseridas as funções permanente ou qualificadora, equalizadora e reparadora.
Segundo Martha K. de Oliveira (p59), o aluno da EJA geralmente o migrante que chega às grandes metrópoles provenientes de áreas rurais empobrecidas, filho de trabalhadores rurais não qualificados e com baixo nível de instrução escolar. Afirmação que constatamos com as entrevistas feitas na saída de campo, pois apenas um aluno é Sapiranguense, os demais vieram em busca de emprego. Alguns começaram a trabalhar ainda crianças e não tiveram oportunidade de estudar.
Deparamos-nos com diversas realidades, às idades são diferenciadas e cada um tem uma história de vida diferente e almejam uma vida mais digna melhor e são cientes que para conseguir um emprego melhor ou até mesmo para poder se comunicar ou ler uma revista, bula de um remédio e ajudar seu filho nos deveres de casa é necessário estudar.
Falam da escola com entusiasmo, gostam da professora e das atividades desenvolvidas.
Sabemos que o professor precisa estar atento na sua maneira de ensinar e deve ter um olhar diferenciado para cada um, pois eles mesmos se sentem excluídos do sistema de ensino e se não forem motivados, e incentivados, a continuar e da importância de sua participação como ser ativo na sociedade acontecerá à evasão.
Ao se sentir excluído e com a baixa auto-estima conseqüentemente o aluno apresentará defasagem na aprendizagem. Independente da série e da idade de nossos alunos é preciso respeitar o universo dos mesmos e considerar o saber intelectual de cada um. Desta forma, para termos êxito em nossa meta, se faz necessário que sua experiência de vida, sua bagagem cultural seja reconhecida. Dedicação, atenção, paciência e um currículo adequado com olhares diferenciados para essa clientela são indispensáveis para tornar a aprendizagem significativa e a sua permanência na escola.
Trabalhar com jovens e adultos, requer como em qualquer outra série, de uma formação continuada por parte dos educadores que trarão para as salas de aula propostas diferentes e planejar aulas que tenham relação com a vida deles, mas antes é preciso conhecê-los. Trabalhar diferentes tipos de textos principalmente aqueles que já fazem parte de sua realidade como: receitas culinárias, bulas de remédios, artigos de jornais e/ou revistas sobre temas da atualidade. Estes sim podem despertar os gostos pela leitura e a escrita, pois quanto mais estiver próximo da realidade do aluno, mas significativo se tornará o conteúdo aumentando assim a possibilidade de melhorar o processo ensino e aprendizagem. O uso da informática pode ajudar e muito, pois além do visual o aluno pode utilizar também o som. Jogos e brincadeiras também poderão ser adaptados e trabalhados. Integrar essa clientela aos demais alunos da escola fará com que se sintam melhor acolhidos promovendo entre eles o sentimento de grupo, pois criando vínculos se sentem estimulados a participar das atividades.